Houthis financiam guerra no Iêmen com impostos e monopólio comercial

O ataque dos Houthis ao aeroporto internacional de Riad, na Arábia Saudita, destaca a escalada da guerra civil no Iêmen. Uma investigação do think tank Mokha Center for Strategic Studies aponta que o grupo xiita, embora apoiado pelo Irã, desenvolveu uma rede econômica própria. Essa estrutura de financiamento se fundamenta no controle do comércio, na monopolização de setores estratégicos, na captura de recursos financeiros e na transformação do setor privado em uma fonte crucial de receita para a guerra. A estratégia foi intensificada após o golpe de setembro de 2014, quando os Houthis tomaram a capital Sanaa. Antes do conflito, a economia do Iêmen era frágil e dependia de 25% a 30% do PIB do petróleo e gás, que também respondiam por mais de 90% das exportações e 60% a 75% das receitas públicas, com um PIB de aproximadamente US$ 43 bilhões em 2014. Nesse vácuo, os Houthis impuseram impostos, taxas, contribuições e apertaram o controle sobre importações, combustíveis e transporte marítimo, tornando os mercados sob seu domínio a principal fonte de recursos.

Análise

O desfecho da situação dependerá da evolução geopolítica no Iêmen e no Mar Vermelho, incluindo a capacidade dos Houthis de manter seu controle econômico e a resposta das potências regionais e internacionais. A reunião do FOMC em 28/10/2026 e a decisão da Selic em 04/11/2026 serão cruciais para o contexto macroeconômico global e brasileiro, que pode amplificar ou mitigar os impactos da instabilidade regional.

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