As ações da Deere & Company (DE) registraram uma máxima histórica esta semana, refletindo a crença de mercado em um ciclo de recuperação robusto para a demanda de seus equipamentos. Este desempenho é sustentado pela expectativa de que a fase de aquisição e substituição de máquinas agrícolas e de construção esteja apenas no início, impulsionada por fatores como preços de commodities agrícolas e investimentos em infraestrutura. A elevação dos papéis da Deere sugere uma forte demanda subjacente para bens de capital, beneficiando também concorrentes como Caterpillar (CAT) e CNH Industrial (CNHI). Para o investidor brasileiro, o cenário indica potencial de valorização para empresas do agronegócio, como AGRO3 e SLCE3, que podem se beneficiar de maiores investimentos no campo. Historicamente, ciclos de recuperação em equipamentos agrícolas, como o observado entre 2009 e 2012 pós-crise financeira, resultaram em valorização de 30-50% para empresas líderes do setor. Os próximos resultados trimestrais da Deere e os dados sobre investimentos em infraestrutura nos EUA serão gatilhos importantes a monitorar. No médio prazo, espera-se que a valorização seja sustentada por um ciclo de expansão que pode durar de 2 a 3 anos, se as condições macroeconômicas se mantiverem favoráveis.
Nas próximas 4-8 semanas, espera-se que as ações da Deere (DE) e seus pares mantenham o momentum positivo, especialmente se os próximos dados de vendas de equipamentos ou os balanços dos pares confirmarem a tendência de recuperação. O gatilho para uma aceleração adicional seria um anúncio de novos projetos de infraestrutura ou uma alta sustentada nos preços das principais commodities agrícolas. No médio prazo (3-6 meses), a continuidade dos investimentos no setor primário e de construção deverá solidificar este ciclo, com a DE buscando novos patamares de preço.
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