O ouro caiu de picos de setembro acima de US$4.400 para níveis próximos a US$4.000, pressionado por um dólar mais forte, rendimentos de Treasury em alta e expectativas de novos aumentos da taxa pelo Federal Reserve. Esse cenário eleva o custo de oportunidade de manter um ativo não remunerado, reduzindo a demanda de investidores de curto prazo. Ao mesmo tempo, bancos centrais mantêm compras de ouro e fundos cotados em ouro continuam acumulando barras, oferecendo suporte de demanda institucional. Para o investidor brasileiro, a variação do preço do ouro afeta o valor de ativos como o ETF GLD, que costuma compor carteiras de proteção contra inflação. A notícia cita explicitamente a continuidade de acumulação por parte de bancos centrais e ETFs, sem mencionar reações de outros agentes. Um paralelo histórico ocorreu em 2020, quando o ouro subiu de cerca de US$1.500 para US$2.000 antes de registrar correção de cerca de 30% nos meses seguintes. O próximo gatilho a ser monitorado será a confirmação de novos aumentos da taxa de juros pelo Federal Reserve, que definirá se a pressão sobre o ouro continuará.
A definição do desfecho dependerá da decisão do Federal Reserve sobre novos aumentos da taxa de juros, que será divulgada em sua próxima reunião, bem como da continuação das compras de ouro por bancos centrais.
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