Bitcoin se recuperou, consolidando-se acima de US$61.000, enquanto Ethereum superou US$1.700, indicando uma melhora do sentimento de mercado. Esta recuperação é atribuída primariamente a dados de emprego nos EUA mais suaves, que aliviaram as expectativas de aumentos agressivos nas taxas de juros pelo Federal Reserve. Adicionalmente, os ETFs spot de Bitcoin registraram o fim de uma sequência de dez dias de saídas líquidas, sinalizando um retorno da demanda institucional. A menor pressão sobre as taxas de juros americanas tende a beneficiar ativos de risco e o setor de tecnologia, como evidenciado pelo ETF QQQ. O DXY, por sua vez, tende a enfraquecer em um cenário de menor rigor monetário, tornando o dólar menos atrativo. A MicroStrategy (MSTR) e a Coinbase (COIN) são beneficiárias diretas da valorização do Bitcoin e do aumento da atividade no mercado de criptomoedas, respectivamente. O horizonte de curto a médio prazo para criptoativos se torna mais otimista se a tendência de flexibilização monetária do Fed se confirmar.
Nas próximas 1-2 semanas, o Bitcoin ($61.000 hoje) deve consolidar entre US$60.000 e US$63.000, com potencial para testar US$65.000 se os fluxos de ETF se mantiverem positivos. O gatilho para uma aceleração ou reversão virá dos próximos relatórios de inflação e comentários do Fed. No médio prazo (1-3 meses), um cenário de juros estáveis ou em queda pode impulsionar o BTC em direção a US$70.000+.
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