O Banco Central anunciou na tarde desta quarta-feira (23) a realização de mais um leilão de linha, vendendo US$1 bilhão em dólares com compromisso de recompra futura, em dois certames (A e B) que vencem em 2 de fevereiro de 2027. A operação aumenta a oferta de dólares no mercado, aliviando a pressão sobre o real em um trimestre marcado pela saída de recursos que tem comprimido a liquidez cambial. Para investidores brasileiros, a expectativa é de apreciação moderada do real, o que pode melhorar a performance de ações de consumo e reduzir a volatilidade cambial no IBOV. Em março de 2023, o BC realizou leilão de linha de US$2 bilhões que estabilizou o dólar/real em torno de 5,10. O gatilho a monitorar é a evolução da taxa de câmbio nas próximas 24 horas e a divulgação dos resultados da operação às 12h. No médio prazo, se o real mantiver tendência de alta, setores importadores podem registrar ganhos, mas uma reversão cambial pode reverter essa dinâmica.
Até 24 horas após o leilão, o real deve recuar 0,2‑0,3% se a oferta de dólares for absorvida; monitorar a taxa de câmbio e a publicação dos resultados da operação às 12h.
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