As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para a próxima terça-feira (3), são aguardadas como as mais importantes do século, com o mundo observando sinais de um possível enfraquecimento dos poderes concentrados na Casa Branca. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos desde 21 de janeiro de 2025, retornou ao cargo com ampla maioria, mas sua popularidade tem caído sistematicamente, atingindo 36% em outubro, o patamar mais baixo de seus dois mandatos. Essa queda é atribuída a fatores como a guerra contra o Irã e a inflação, especialmente a alta de mais de 30% nos preços dos combustíveis desde março. Em jogo nessas eleições estão todas as 435 cadeiras da Câmara de Deputados, 35 das 100 vagas do Senado e 36 governos estaduais. A política de imigração do governo, que envolve a polícia ICE, também é criticada, com a maioria dos americanos considerando suas ações de deportação em massa como 'longe demais'. Agregadores de pesquisas apontam uma tendência de vitória do Partido Democrata na disputa pela Câmara. O estatístico Nate Silver, editor do Silver Bulletin, projeta acima de 70% a probabilidade de o Partido Republicano perder a maioria no Senado, afirmando que, se confirmadas as previsões, Trump se tornaria um 'super pato manco', com o Legislativo ganhando capacidade de limitar o Executivo.
A decisão que define o desfecho será a contagem oficial das 435 cadeiras da Câmara, 35 vagas do Senado e 36 governadores estaduais no dia 3 de outubro de 2026. O resultado da votação, divulgado pela Comissão Federal Eleitoral, determinará se o Congresso terá maioria republicana ou democrática e, consequentemente, se o presidente terá poder de bloqueio ou não.
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