O voo privado que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e sua família aos Estados Unidos foi operado pela Baires Fly, utilizando uma Gulfstream G400 de matrícula LV‑JQW. Segundo a imprensa argentina La Nación, a contratação teria sido intermediada por um corretor de voos norte‑americano, com os preparativos iniciados após uma ligação de uma pessoa próxima a Santiago Caputo, assessor do presidente argentino Javier Milei. A Baires Fly, fundada em 1996, é uma das principais operadoras de voos privados da Argentina, contando com cerca de dez aeronaves e aproximadamente 80 empregados, segundo reportagem do elDiarioAR de 2025. Entre seus passageiros estão presidentes argentinos, como Milei, Mauricio Macri, Alberto Fernández e Cristina Kirchner. A empresa também presta serviços de hangaragem, abastecimento e coordenação de procedimentos migratórios, além de voos executivos e sanitários. Recentemente, a Baires Fly foi mencionada em investigações de lavagem de dinheiro envolvendo o corretor Sergio Daniel Mastropietro, que usou notas fiscais em nome da companhia para justificar transferências financeiras suspeitas. A operadora também aparece em investigações sobre o escândalo da Agência Nacional de Deficiência (Andis), onde notas fiscais emitidas em seu nome teriam sido usadas para justificar transferências milionárias a fornecedores ligados ao órgão.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real