Lula busca regular Meta e Google em queda de big techs

Na quinta-feira, as ações da Alphabet, controladora do Google e YouTube, despencaram mais de 13% na bolsa, a maior queda da história da ação em um único dia desde a abertura em 2004. O motivo foi o relatório de resultados de 3º trimestre, com vendas de US$ 111,2 bilhões, abaixo das expectativas, e receita de publicidade que cresceu em ritmo mais lento nos últimos cinco trimestres (19%, 17% e 12%). O fluxo de caixa livre da gigante foi negativo em US$ 9,1 bilhões. A empresa prevê gastar entre US$ 195 bilhões e US$ 205 bilhões em infraestrutura de IA este ano, o que coloca em xeque sua capacidade de competir em IA. Philipp Schindler, diretor de negócios, afirmou que a popularidade do Modo IA pesa nos resultados por ter monetização menor, mas que a Meta planeja aumentar anúncios nesse modo. Na Meta, desde 21 de outubro, as ações já perderam mais de 18%, com queda de US$ 350 bilhões em valor de mercado, após divulgação de receita de US$ 64,6 bilhões e margem operacional ajustada 5 pontos percentuais menor. A Meta lançou uma oferta de US$ 35 bilhões em ações para financiar expansão em IA. A Amazon caiu forte após reportar lucro e receita abaixo das expectativas e manter projeção de gastar US$ 220 bilhões em Capex em IA em 2026, resultando em saída líquida de US$ 42,4 bilhões no trimestre. No domingo, Lula criticou a interferência de plataformas digitais nas eleições e reafirmou a intenção de regular as gigantes de tecnologia.

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