Computação quântica ameaça criptografia bancária

Em 27 de outubro de 2026, o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST) publicou orientações para a substituição gradual de algoritmos considerados vulneráveis à computação quântica. O documento faz parte de uma transformação que, segundo o Gartner, movimentará US$ 1,1 bilhão em receitas globais de computação quântica em 2027 e terá bancos, seguradoras e instituições financeiras entre os principais investidores a partir de 2028. A preocupação se baseia na possibilidade de computadores quânticos suficientemente avançados comprometerem a criptografia que protege dados bancários, pessoais, de comunicação e transações financeiras. Rafael Dantas, head de Cibersegurança da TLD, afirmou que a ameaça ainda não representa risco imediato, mas que criminosos podem "colher agora, decifrar depois". João Marcelo Silva Souza, pesquisador em tecnologias Quantum‑Safe do QuIIN, centro de competência em tecnologias quânticas do Senai Cimatec, observou que informações financeiras e pessoais podem permanecer sensíveis por muitos anos, exigindo preparação. Em 2024, o NIST já havia publicado os primeiros padrões de criptografia pós‑quântica, e o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) no Brasil tem avançado na adoção desses mecanismos. Cleber Paiva, COO da SEK, destacou que poucas empresas estão preparadas, e que o desafio é substituir as fechaduras de um edifício inteiro sem interromper seu funcionamento.

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