A Justiça da Argentina decidiu nesta sexta-feira (23) pelo encerramento de uma ação contra o presidente Javier Milei, relacionada à promoção da criptomoeda LIBRA em 2025. O juiz federal Marcelo Martínez de Giorgi justificou a medida afirmando que a denúncia não constitui legalmente estelionato, conforme despacho acessado pela Associated Press (AP). A agência reporta que Milei utilizou sua conta no X, que possui 3,8 milhões de seguidores, para divulgar a criptomoeda, que levava o nome de seu signo no zodíaco. Ele alegava que o ativo digital "incentivaria o crescimento da economia argentina" ao financiar "empreendimentos". Cerca de 40 mil aplicadores na LIBRA teriam sofrido prejuízos financeiros. Milei, por sua vez, defendeu ter agido de boa fé e que os investidores estavam cientes dos riscos da operação. A decisão judicial também beneficia Karina Milei, irmã do presidente e secretária-geral da Presidência, Hayden Mark Davis, o empreendedor americano que desenvolveu a infraestrutura da LIBRA, e dois empresários argentinos envolvidos no lançamento e na intermediação com Milei.
O desfecho da ação judicial sobre a criptomoeda LIBRA já ocorreu com o encerramento do processo nesta sexta-feira (23). O que definirá o desdobramento futuro são eventuais novos recursos da acusação, que não foram mencionados na notícia, ou a implementação de marcos regulatórios mais claros para criptoativos e suas promoções por figuras públicas na Argentina.
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