O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, prorrogou o fechamento das urnas em 2h, de 17h para 19h (horário de Brasília), em todo o país. O ministro determinou que cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cumprir a ordem. Zanin foi sorteado relator da ação da coligação do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para prorrogar em duas horas o horário de votação devido a problemas de deslocamento de eleitores até o local de votação. “Subsidiariamente, a determinação a todos os juízos eleitorais das localidades afetadas para que, às 17h, as senhas previstas no art. 153 do Código Eleitoral sejam distribuídas a todos os eleitores presentes no local de votação, inclusive nas áreas externas e no acesso ao prédio”, diz a petição. A campanha de Lula já havia pedido ao TSE a prorrogação da votação em dez Estados: Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Roraima. O motivo é a redução na frota de ônibus em funcionamento dos municípios, o que prejudica o deslocamento de eleitores. Com a prorrogação, a totalização dos resultados foi pausada. Até o momento da paralisação, a apuração já havia começado em 18 Estados e no Distrito Federal. Com 0,25% das urnas apuradas, Lula aparecia à frente com 57,66% dos votos válidos e Flávio com 42,34%. Flávio também pede prorrogação Por outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também pediu a prorrogação do horário de votação por duas horas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas apenas nos municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. A ação alega risco à votação em razão de temporais e alagamentos. “Em 2026, a situação de força maior consiste nas intensas chuvas que acometeram vários municípios do Sul do Brasil, na véspera e até mesmo hoje, no dia do pleito. Frente fria e ciclone extratropical provocam chuvas fortes, ventos e granizo, com maior risco em São Paulo, Paraná e Santa Catarina”, diz a petição.
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