O Escritório de Orçamento do Congresso (CBO) informou nesta terça-feira, dia 15, que a guerra dos EUA contra o Irã já custou US$ 38 bilhões nos primeiros cinco meses e projeta um aumento de US$ 3 bilhões por mês. Este elevado gasto militar contribui diretamente para o déficit fiscal americano, expandindo a base monetária e, consequentemente, impulsionando pressões inflacionárias na economia. Para o investidor brasileiro, a persistência da inflação global pode forçar o Banco Central a manter taxas de juros elevadas, impactando o desempenho do mercado de ações e a cotação do BRL. Um paralelo histórico relevante é a Guerra do Iraque (2003-2011), que teve custos fiscais diretos de aproximadamente US$ 800 bilhões e contribuiu para pressões inflacionárias e aumento da dívida pública dos EUA. O próximo gatilho a monitorar será qualquer escalada no conflito ou novas projeções fiscais do CBO, que podem indicar a sustentabilidade desses gastos. No médio prazo, um conflito prolongado pode consolidar um cenário de inflação mais persistente e juros mais altos globalmente, redefinindo alocações de capital.
O principal gatilho de aceleração seria qualquer notícia de escalada militar ou novos dados do CBO.
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