Jeff Gundlach, diretor de investimentos da DoubleLine Capital, afirmou à CNBC que o Federal Reserve deveria ter elevado as taxas de juros em 0,50 ponto percentual, e não em 0,25 p.p., para combater a inflação crescente. Essa crítica sugere que a política monetária atual pode ser insuficientemente restritiva, potencialmente prolongando a pressão inflacionária e exigindo ações mais drásticas do Fed no futuro. Historicamente, em ciclos de inflação como nos anos 1970, a resposta gradual do Fed inicialmente falhou, levando a intervenções mais severas de Paul Volcker em 1980-81, que elevou as taxas para 20% para conter a inflação. O próximo gatilho a monitorar é a decisão de juros do FOMC em 16 de setembro de 2026, que pode sinalizar a adesão do Fed a uma abordagem mais ou menos agressiva. No médio prazo, se o Fed mantiver uma postura branda, a inflação pode se consolidar, forçando altas mais severas posteriormente, com implicações negativas para o crescimento econômico global.
Nas próximas 4-8 semanas, se o Fed mantiver a postura gradual, o mercado pode precificar inflação mais persistente, levando o DXY a testar 101.5-102.5 e a curva de juros a se inclinar. Um sinal de mudança na retórica do Fed na decisão do FOMC de 16 de setembro de 2026 pode aliviar a pressão em ativos de crescimento.
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