Morgan Stanley: Eni Lidera Crescimento de Produção entre Maiores Petrolíferas Europeias

Morgan Stanley revisou para cima as projeções de crescimento de produção para as grandes petrolíferas europeias, elevando a taxa anual agregada para 2.9% entre 2025 e 2030, comparado aos 1.2% da previsão anterior. A análise, baseada em dados de cerca de 4.000 campos de petróleo e gás, também indicou um aumento de 8.3% na produção projetada para os próximos quatro anos. A melhoria no outlook de produção sinaliza maior fluxo de caixa futuro e capacidade de retorno de capital aos acionistas, impulsionando a percepção de valor e o múltiplo EV/EBITDA do setor. Empresas como ENI.MI, SHEL.L e BP.L devem ver suas valuations reajustadas positivamente, refletindo a expectativa de maior lucratividade e sustentabilidade operacional. Em 2017, após uma revisão similar de produção para o shale oil americano, as ações de exploradoras como EOG e PXD subiram ~15-20% nos seis meses seguintes. O próximo gatilho a monitorar será a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2026, onde a gestão das empresas pode confirmar ou refinar essas projeções de crescimento. No médio prazo, até 2027, a tese de investimento nessas majors europeias deve permanecer robusta, desde que os preços do petróleo se mantenham acima de US$80/bbl e não haja grandes disrupções geopolíticas.

Análise

Nas próximas 4-6 semanas, espera-se que as ações das petrolíferas europeias, como ENI.MI, SHEL.L e BP.L, apresentem valorização, impulsionadas pela reavaliação dos modelos de analistas. Um gatilho para aceleração seria a confirmação de projetos de exploração e produção nos próximos relatórios trimestrais, que solidificariam a tese de crescimento até 2030, mantendo o Brent acima de $90. O cenário de médio prazo até Q1 2027 é de continuidade de alta, a menos que haja choque negativo nos preços de energia.

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