Mike Wilson, chief investment officer e chief US equity strategist da Morgan Stanley, declarou que o risco do petróleo para as ações não é insuperável, apesar de a volatilidade recente dos preços do crúmen gerar cautela. Ele explicou que os mercados já "digeriram" diversos riscos ao longo do ano e que a firma está optando por rotacionar setores ao invés de reduzir a exposição total ao equity. Wilson adverte que, no curto prazo, as ações diretamente vinculadas ao preço do petróleo podem sofrer pressão de venda. O mecanismo econômico envolve a relação entre preços do petróleo, custos de produção e margens das empresas de energia, afetando a avaliação das ações desse segmento. Outros agentes, como gestores de fundos e bancos, tendem a ajustar suas carteiras, reforçando posições em setores menos sensíveis ao crúmen e aumentando a demanda por ativos de refúgio. Historicamente, em 2022, a alta volatilidade do petróleo provocou pressão nas ações de energia, gerando rotação setorial semelhante. O próximo gatilho a ser monitorado são os relatórios semanais de estoques de petróleo da EIA e as decisões da OPEC nas próximas semanas. No médio prazo, espera‑se que a rotação continue, com energia sob pressão e defensivos em alta, mantendo a volatilidade moderada nos mercados de ações.
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