Relação de troca de ações é imutável, diz vice-presidente financeiro da Afya

A relação de troca de ações entre Afya e Yduqs que foi definida na fusão entre as empresas é imutável, disse nesta terça-feira (20) o vice-presidente financeiro da Afya Educação, Luis Blanco. Segundo ele, em entrevista a jornalistas após o Afya Day, evento para investidores, o contrato firmado para a fusão prevê, no fim da operação, que 69% das ações serão controladas por acionistas da Afya e 31% por detentores de papéis da Yduqs. “Essa relação é fixa”, disse Blanco. Essa proporção, inclusive, baseia a distribuição de dividendos da empresa. Enquanto a conclusão do negócio não ocorre, disse, a remuneração aos acionistas será baseada na geração de caixa. A aprovação do negócio depende de aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o que a Afya espera que aconteça até agosto. O vice-presidente financeiro da Afya, Luis Blanco, explicou que o acordo prevê que cada companhia distribuirá a seus próprios acionistas o fluxo de caixa livre para o acionista gerado entre a assinatura do acordo de fusão e o fechamento do negócio. Neste caso, a Yduqs vai distribuir mínimo de R$ 750 milhões. : Companhia combinada após fusão com Yduqs pode destravar crescimento, diz presidente da Afya Porém, disse Blanco, caso a Yduqs não gere fluxo livre de caixa (geração de caixa deduzida de despesas operacionais e investimentos) acima de R$ 750 milhões, a Afya terá direito de pegar essa diferença e multiplicar por 2,2 – que é a divisão entre 69% e 31%. “É um acelerador”, acrescentou Blanco, destacando que a empresa tem lucro líquido acumulado o suficiente para essa remuneração aos acionistas. O presidente da Afya, Virgílio Gibbon destacou que depois da conclusão do negócio, a empresa combinada após a fusão vai distribuir um mínimo de 50% do lucro líquido. “O que acontece é que a gente está numa janela entre o 'signing' e o 'closing', e as companhias vão gerar muito caixa. Elas ainda são acionistas, mas não posso fazer uma aquisição agora enquanto o Cade não decide, eles também não podem distribuir pelo critério do lucro líquido. Então, esse caixa que as empresas estão gerando, é uma prática distribuir para o acionista originário”, explicou. Vice-presidente financeiro da Afya Educação, Luis Blanco IBEF-SP/ Divulgação

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