Foto: divulgação/Fundesa O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou o retorno ao Brasil de nove contêineres com produtos de origem avícola que estavam em trânsito marítimo para Gana e Angola. As cargas foram enquadradas nas restrições sanitárias adotadas após a confirmação de focos da doença de Newcastle no estado. A determinação consta em termo de intimação assinado na última sexta-feira (30) e estabelece que a empresa deva tomar providências imediatas junto aos importadores, transportadores e agentes de carga para viabilizar a devolução dos produtos. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! O documento informa que os produtos relacionados nos certificados mencionados estão sujeitos às restrições sanitárias decorrentes da ocorrência da doença de Newcastle, considerando a data de referência de 21 de setembro de 2026 e os critérios temporais previstos em cada certificado. “O fato de que os Certificados Sanitários Internacionais em questão contêm declaração expressa referente ao não trânsito dos produtos por áreas submetidas a restrições sanitárias, cuja condição deve ser observada no contexto das medidas de controle estabelecidas pelo Mapa”, diz o documento. O termo, no entanto, não determina o descarte dos produtos nem aponta que as cargas estejam contaminadas. A medida está relacionada ao não atendimento dos requisitos sanitários aplicáveis à exportação. Cargas restritas Dos nove contêineres, oito tinham Gana como destino e um seria enviado a Angola. Os certificados sanitários internacionais que acompanhavam as cargas foram emitidos entre 25 de setembro e 15 de outubro. A data de referência é anterior à confirmação oficial dos focos de Newcastle em Santa Catarina, anunciada em 18 de outubro. A ocorrência foi identificada em estabelecimentos comerciais nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim. Com a intimação, a empresa deverá apresentar ao Serviço de Inspeção Federal (SIF) a programação logística de retorno e, quando as cargas chegarem ao país, submetê-las à fiscalização. O documento prevê a possibilidade de destinação dos produtos ao mercado interno, desde que a empresa comprove o atendimento integral às exigências da legislação brasileira e obtenha autorização do serviço oficial. Até essa avaliação, os lotes devem permanecer identificados, segregados e rastreáveis. A comercialização não está autorizada antes da manifestação favorável da fiscalização. Vazio sanitário A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) informou nesta segunda-feira (2) que as ações de contenção da doença de Newcastle entraram na fase final de execução. Segundo a companhia, os três focos comerciais identificados na região já passaram pelos procedimentos de despovoamento, limpeza e desinfecção e estão em período de vazio sanitário. As equipes concluíram 100% das inspeções nas propriedades da área de vigilância. O trabalho também foi finalizado nos 202 estabelecimentos avícolas comerciais localizados na área de emergência. Ao todo, mais de 2.700 propriedades foram mapeadas e vistoriadas. Até o momento, foram realizadas 91 análises laboratoriais. Duas amostras ainda aguardam a conclusão do sequenciamento genético. De acordo com a Cidasc, mais de 47 mil aves foram eliminadas de forma segura nos três focos. O controle de trânsito segue em operação, com quatro barreiras sanitárias ativas e cerca de 68 profissionais mobilizados. A companhia informou ainda que a vigilância epidemiológica foi concluída no domingo (1º). O Mapa prevê finalizar as análises laboratoriais para dar início aos estudos estatísticos que vão orientar as próximas medidas na região e contribuir para a retomada dos mercados. O post Newcastle: nove contêineres de produtos avícolas destinados à África terão de voltar ao Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.
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