Dogecoin desvalorizou 8% e Bitcoin recuou para menos de US$84.000, enquanto os rendimentos do Tesouro dos EUA alcançaram os patamares mais elevados desde 2007. O aumento dos rendimentos do Tesouro torna os ativos de renda fixa mais atraentes, drenando liquidez de investimentos mais arriscados, como as criptomoedas. Para o investidor brasileiro, a valorização do dólar (DXY em alta) e a fuga de risco global podem pressionar o BRL e o IBOV, embora o impacto direto seja mais sentido em ativos de risco locais. Um paralelo histórico pode ser traçado com o ciclo de aperto monetário de 2022, onde o aumento das taxas de juros levou a quedas significativas em ativos de tecnologia e criptoativos. O próximo gatilho a monitorar é o payroll dos EUA em 2 de outubro de 2026, que pode influenciar a trajetória dos rendimentos. No médio prazo, se os rendimentos do Tesouro permanecerem elevados, a pressão sobre o mercado de criptomoedas deve persistir, com um cenário desafiador para a recuperação de preços.
Nas próximas 2-4 semanas, a pressão de baixa sobre Bitcoin e Dogecoin deve persistir se os rendimentos do Tesouro dos EUA permanecerem elevados. Bitcoin pode testar a faixa de US$75.000-78.000. O principal gatilho de curto prazo será o payroll de 2 de outubro de 2026, que pode reforçar a tendência de juros altos ou oferecer um breve alívio se vier fraco. O horizonte de médio prazo (1-3 meses) para o mercado cripto será ditado pela estabilização dos juros e pela sinalização do Fed sobre futuras taxas.
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