O Vice-Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Andrey Rudenko, declarou que Rússia, China e Índia são responsáveis pela estabilidade dos mercados de energia, um consenso refletido na Declaração de Bishkek do Conselho de Chefes de Estado da SCO. Esta iniciativa sinaliza uma coordenação estratégica entre potências não-ocidentais para gerenciar a oferta e demanda global de energia, incluindo a situação em torno do Irã. O mecanismo econômico implica uma busca por segurança de suprimento e potencial desdolarização no comércio de commodities, o que pode impactar a liquidez global e o fluxo de capitais. Em um paralelo histórico, a formação da OPEP nos anos 1960 demonstrou como blocos de países podem remodelar o mercado de energia. O próximo gatilho a monitorar são os acordos comerciais e energéticos concretos que surgirem das próximas reuniões do SCO/BRICS+, com um horizonte de médio prazo (6-18 meses) para a materialização de mudanças significativas na governança energética global.
Nas próximas 4-8 semanas, investidores monitorarão a implementação de acordos de energia e declarações adicionais do SCO/BRICS+ para medir a seriedade e o escopo da coordenação.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real