O JPMorgan argumenta que a exposição da Vale ao cobre, que representa uma parcela crescente de suas receitas, não está adequadamente refletida na cotação atual de VALE3, indicando um potencial de re-rating. O mecanismo econômico reside na projeção de forte demanda por cobre para veículos elétricos, infraestrutura de energia renovável e eletrificação global, que o mercado ainda não precificou totalmente para a Vale. Consequentemente, VALE3 e outras mineradoras com exposição relevante ao cobre, como FCX e RIO, podem ver seus valuations ajustados para cima. Para o investidor brasileiro, um aumento no preço das commodities e no fluxo de exportações pode, indiretamente, fortalecer o BRL, impactando o USDBRL. Historicamente, em 2017, a Albemarle (ALB) viu suas ações subirem mais de 100% com a re-precificação de sua exposição ao lítio, antes subestimada pela demanda de EVs. O próximo gatilho a monitorar inclui os relatórios de produção da Vale, o preço global do cobre e os índices PMI manufatureiro, especialmente na China. No médio prazo, se a tese do cobre se concretizar, VALE3 pode consolidar sua posição como uma 'play' de transição energética, reduzindo a percepção de risco ligada apenas ao minério de ferro.
Nas próximas 4-6 semanas, VALE3 (R$ 71.41 hoje) tem potencial para testar a resistência na faixa de R$ 75-78, impulsionada por novos relatórios de bancos de investimento e pela sustentação do preço do cobre acima de US$ 4.50/libra. O principal gatilho de aceleração seria a superação das expectativas de produção de cobre da Vale nos próximos balanços. Se o preço do cobre ultrapassar US$ 5.00/libra e se mantiver, VALE3 poderia mirar R$ 80-85 no médio prazo (3-6 meses).
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