A Câmara dos Deputados rejeitou nesta quarta-feira, 17, destaques ao projeto de lei de conversão da Medida Provisória (MP) do frete, encaminhando o texto para análise e votação no Senado. Esta rejeição sinaliza a provável manutenção da estrutura original da MP, que tipicamente estabelece uma tabela mínima de preços para o transporte rodoviário de cargas. A medida eleva diretamente os custos operacionais de empresas que dependem intensamente do transporte de bens e insumos por vias terrestres. Isso pressiona negativamente as margens de lucro de grandes varejistas, agroindústrias e setores industriais, que terão de absorver ou repassar esses aumentos. O Smart Money monitorará a capacidade das empresas de gerenciar esses novos custos, seja através de otimização da cadeia de suprimentos, repasse aos consumidores ou migração para modais de transporte alternativos. Em 2018, a imposição de uma tabela mínima de frete após a greve dos caminhoneiros resultou em um aumento estimado de 10-15% nos custos logísticos para diversos setores da economia brasileira. O próximo gatilho será a votação final da MP no Senado, sem data definida, mas esperada para as próximas semanas, que solidificará o cenário de custos. No horizonte de 6 a 12 meses, empresas com forte dependência do transporte rodoviário enfrentarão pressão contínua, enquanto operadoras de transporte ferroviário e portuário podem ver uma oportunidade de crescimento da demanda.
Nas próximas 2-4 semanas, o foco estará na tramitação da MP no Senado. Se aprovada na íntegra, espera-se uma pressão de baixa nos papéis de varejo e indústria, com MGLU3 e LREN3 podendo cair entre 3-5%. Em 3-6 meses, empresas como RUMO3 e STBP3 podem começar a mostrar ganhos de volume e receita, caso haja uma migração efetiva para outros modais de transporte.
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