A margem de vitória do presidente eleito após a divulgação do resultado do segundo turno da eleição presidencial, logo mais à noite, é um dos principais pontos a ser monitorado pelos investidores, na opinião dos economistas do banco Goldman Sachs. “Uma diferença inferior a 1 ponto porcentual em relação ao segundo colocado poderia aumentar o risco de contestação do resultado eleitoral, sobretudo em um ambiente altamente polarizado, e poderia ser interpretada como um mandato frágil para governar”, escreveram os economistas do Goldman Sachs, em relatório a clientes. “Uma margem de vitória superior a 4 pontos daria ao vencedor um mandato claro.” Leia também AO VIVO: acompanhe a votação e apuração do 2º turno Brasil decide presidente neste domingo Eleições 2026: como Lula e Flávio foram votados no exterior no 1º turno No exterior, Lula (PT) liderou em 64 países, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) saiu vencedor em 35 Também será preciso monitorar a aceitação do resultado eleitoral. “O tom dos discursos de reconhecimento da derrota e de comemoração da vitória indicará se a polarização tende a persistir e se a transição institucional ocorrerá sem sobressaltos”, afirmaram os economistas do banco. Em relação às expectativas para o resultado final da votação hoje, numa corrida que ficou bastante apertada neste segundo turno, os analistas do Goldman Sachs destacaram que uma taxa elevada de abstenção favorecia, em tese, o senador Flávio Bolsonaro. “A abstenção costuma aumentar do primeiro turno para o segundo, mas é possível que, neste ano, haja um desvio em relação ao padrão histórico: a abstenção no primeiro turno já ficou acima das taxas observadas em eleições anteriores; a disputa é acirrada e altamente polarizada; e ambos os candidatos intensificaram os esforços para mobilizar os eleitores que não comparecem às urnas”, argumentaram os analistas. Leia também Eleições 2026: veja que horas começa a apuração e como acompanhar os resultados TSE inicia divulgação dos votos às 17h deste domingo (25); eleitores poderão acompanhar a disputa presidencial e os resultados por estado e município Após a eleição, o foco estará na composição ministerial do governo eleito e nos sinais relativos às políticas públicas e às reformas. “Espera-se que os mercados financeiros reajam positivamente, no período pós-eleição, a sinais de pacificação social e de estabilidade política, bem como à adoção de políticas e reformas capazes de impulsionar os investimentos e o crescimento econômico, deixando para trás um longo período de crescimento bastante modesto e de estagnação das condições sociais e econômicas”, afirmaram os economistas do Goldman Sachs. Segundo eles, o crescimento real do PIB per capita teve média de apenas 0,15% entre o terceiro trimestre de 2011 e o segundo trimestre de 2026, enquanto os gastos reais com investimentos permaneceram, no segundo trimestre de 2026, 8,3% abaixo do pico registrado no segundo trimestre de 2013. “Diante desse quadro, uma mudança no regime de políticas econômicas é urgente”, concluíram os analistas do Goldman Sachs. The post Goldman Sachs: Margem de vitória do presidente eleito pode gerar risco de contestação appeared first on InfoMoney.
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