Em setembro, o fluxo cambial brasileiro registrou saída acumulada de US$ 5,090 bilhões, a maior evasão de capital para o mês desde 2019, quando o déficit foi de US$ 6,44 bilhões. O saldo negativo decorreu da conta financeira em US$ 7,371 bilhões, parcialmente compensada por uma conta comercial positiva de US$ 2,281 bilhões. Essa saída reduz as reservas internacionais e gera pressão de baixa sobre o real, encarecendo a captação de recursos externos. A reação do mercado ainda não foi detalhada na fonte, mas a comparação com setembro de 2019 mostra padrão de volatilidade cambial. O próximo ponto de atenção será a evolução dos fluxos nos relatórios mensais e a decisão do Copom em 5 de novembro sobre a taxa Selic. O desfecho dependerá da capacidade do Banco Central de absorver a saída de capital e da resposta da política monetária.
A evolução dos fluxos cambiais nos relatórios mensais e a decisão do Copom em 5 de novembro sobre a taxa Selic definirão se a pressão sobre o real se intensifica ou se estabiliza.
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