Análise: Flávio adota tom mais moderado e Lula explora temas sensíveis

Num debate mais “amarrado” pela estrutura dos blocos em temas, Flávio Bolsonaro (PL) adotou um tom um pouco mais moderado no encontro promovido pela TV Globo e não explorou o caso Lulinha e as declarações de Roberta Luchsinger como no embate da Band. Lula, embora tenha demonstrado maior dificuldade em gerenciar o tempo, soube pressionar seu oponente em questões que ganharam tração nas redes sociais na última semana, como o assassinato da menina Ana Clara e as relações de seu rival com Willer Tomaz no caso da ilha do jogador Richarlison. Flávio, porém, foi efetivo em culpar Lula pelo endividamento das famílias e o aumento de custo devida. Ponto de grande preocupação da militância petista, questão da ameaça à democracia só foi citado por Lula nas considerações finais. No ponto de maior tensão do debate, Lula soube aproveitar o direito de resposta por ser chamado de “nove Dedos” para destacar seu lado trabalhador. Flávio Bolsonaro, ainda que tenha tido duas oportunidades para rebater a acusação de ser miliciano, não usou o espaço para negar a incriminação. Sem grandes erros de nenhum candidato, em princípio o debate não mexe os ponteiros das pesquisas até domingo.

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