Colapso da Oncoclínicas eleva sinistralidade da Porto Saúde

A administração da Porto Saúde informou que o colapso da Oncoclínicas gerou um aumento inesperado da sinistralidade no 3º trimestre, impactando o lucro do grupo Porto. Segundo Sami Foguel, presidente da Porto Saúde, a ruptura da operação deixou milhares de pacientes sem assistência, exigindo a transferência para outros parceiros e elevando os custos de tratamento oncológico. Foguel espera que esses custos retornem à média em outubro, mas reconhece que os efeitos persistirão até o início de 2027, com pressão adicional no primeiro trimestre de 2027 e normalização apenas a partir do 2º trimestre daquele ano. O aumento de procedimentos eletivos, sobretudo em julho, também contribuiu para a elevação da sinistralidade. Por outro lado, Celso Damadi, diretor financeiro, afirmou que a Porto Seguro não tem espaço para reduzir preços de seguros de automóveis, mantendo disciplina de precificação diante da expectativa de inflação de peças e mão‑de‑obra. Patricia Chacon, presidente da Porto Seguro, apontou que o índice de sinistralidade do mercado subiu 2,5 pontos percentuais sem a Porto, reflexo de guerra de preços e eventos climáticos. A seguradora registrou crescimento de 7% na carteira de seguros auto até setembro, acima da média de 6% do mercado, consolidando 27% de participação no segmento. A penetração de veículos novos, incluindo modelos chineses, representa cerca de 30% da frota total e oferece oportunidade de expansão, especialmente em carros elétricos chineses.

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