Mulheres 30% das Operações Cripto no Brasil, diz Receita Federal

A Receita Federal do Brasil (RFB) revelou que a participação feminina nas operações com criptomoedas no país atingiu 29,96% em dezembro de 2025, um aumento substancial de 11,34% em 2019. Este dado, divulgado nesta terça-feira (30), destaca o papel crescente das mulheres no cenário cripto brasileiro nos últimos seis anos. O crescimento da base de investidores em um mercado emergente como o Brasil é um forte indicativo de expansão da liquidez e da demanda por ativos digitais. Consequentemente, ativos como Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e ETFs locais como HASH11 podem se beneficiar da entrada contínua de novos capitais. Para o investidor brasileiro, isso reforça a tese de longo prazo para criptoativos, impactando indiretamente o BRL e o IBOV através de maior digitalização financeira. Historicamente, a maior participação de novos grupos demográficos em mercados financeiros (como a entrada de mulheres no mercado de ações dos EUA nos anos 80) contribuiu para a estabilização e crescimento desses mercados. O próximo gatilho será a continuidade dos relatórios da RFB e a evolução regulatória, com um horizonte de médio prazo positivo para a adoção.

Análise

No curto prazo (1-3 meses), espera-se um aumento gradual do volume de negociações em plataformas brasileiras e ETFs de cripto, impulsionado pela continuidade da tendência de maior participação feminina. Se o fluxo de novos investidores se mantiver, o BTC ($58,239 hoje) pode consolidar acima de $60,000 no terceiro trimestre de 2026. O principal gatilho para aceleração seria a aprovação de novos produtos financeiros de cripto no Brasil ou clareza regulatória.

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