A segunda rodada de tarifas anunciada pelo presidente americano Donald Trump não provocou uma reação significativa nos mercados financeiros, sugerindo que parte do impacto já está precificada ou que há percepção de que a medida é mais retórica. Este cenário, no entanto, pode levar a uma reconfiguração gradual das cadeias de suprimentos globais, beneficiando produtores domésticos e exportadores alternativos. Ativos como GGBR4 e SLCE3 no Brasil podem se beneficiar de desvios de comércio, enquanto empresas com cadeias complexas como AAPL e setores de logística global como ZIM enfrentam custos crescentes e menor demanda. O Real brasileiro (USDBRL) pode sofrer desvalorização em um ambiente de aversão a risco global. O precedente de 2018-2019, com tarifas sobre aço e produtos chineses, resultou em instabilidade comercial e desaceleração do crescimento global. O monitoramento de potenciais retaliações e a expansão das tarifas para novos setores serão gatilhos cruciais nos próximos 3-6 meses para determinar a magnitude do impacto.
Nas próximas 1-2 semanas, o mercado deve manter uma postura de 'wait-and-see', com a volatilidade contida. No médio prazo (1-3 meses), espera-se um aumento na escrutínio das cadeias de suprimentos e possíveis desvios de comércio. O principal gatilho para uma mudança de cenário será a resposta de outros países (ex: China, UE) às tarifas, ou a expansão das medidas para novos setores, o que pode levar a um aumento de 10-15% na volatilidade e pressão sobre ativos de risco.
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