A referência do minério de ferro para setembro na Bolsa de Cingapura registrou leve avanço de 0,25%, fechando a US$ 96,85 por tonelada. Essa estabilidade é resultado da cautela dos traders, que ponderam entre a oferta existente nos portos (estoques) e a potencial recuperação da demanda das usinas siderúrgicas, principalmente na China. Ativos como VALE3 e CMIN3 podem manter a estabilidade de suas receitas, enquanto GGBR4 e USIM5 podem se beneficiar da retomada da demanda por aço, sinalizando custos de matéria-prima mais previsíveis. Para o investidor brasileiro, a manutenção dos preços do minério de ferro é crucial para as grandes exportadoras de commodities e para o setor de siderurgia, influenciando o balanço comercial e, indiretamente, a dinâmica do BRL. Historicamente, em 2016, a recuperação da demanda chinesa por infraestrutura impulsionou o minério de ferro em mais de 80% em poucos meses, mesmo com altos estoques iniciais, demonstrando o poder da demanda. Os próximos gatilhos a monitorar são os relatórios semanais de produção de aço na China e os dados de estoques nos portos, que sinalizarão a força da retomada das usinas. No médio prazo, o preço do minério dependerá da resiliência da economia chinesa e de políticas de estímulo, com cenários variando entre US$ 90 e US$ 110 por tonelada.
Nos próximos 2-4 semanas, o minério de ferro (US$ 96.85 hoje) deve manter-se na faixa de US$ 95-100/tonelada, com um potencial de alta para US$ 105 se os dados de consumo de aço na China superarem as expectativas. O gatilho principal será a divulgação dos relatórios semanais de produção e estoques de aço.
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