O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em interromper a sequência de cortes da taxa básica de juros, mantida em 13,75% ao ano. Disse que o anúncio da diretoria colegiada é uma “vergonha”, e só foi tomada porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito. “Até a sexta-feira antes das eleições os mercados precificavam vitória do Flávio Bolsonaro e queda de 0,25 na taxa Selic. Lula ganhou, e o mercado decidiu rebaixar as expectativas e apostou no freio da queda de juros”, afirmou o deputado em publicação no X. Antes do segundo turno das eleições, o relatório Focus apontava para projeções de inflação de 5,19% em 2026, de 4,34% para 2027 e de 3,75% para 2028. No relatório de segunda (2), o primeiro divulgado após o resultado das urnas, as medianas subiram para 5,22%, 4,76% e 4,0%, respectivamente. As estimativas para a taxa Selic, por sua vez, subiram de 13,25% para 13,50% para 2026, de 11,75% para 12,50% para 2027 e de 10% para 11% para 2028. O horizonte atual da política monetária vai até o segundo trimestre de 2028. Lindbergh classificou como “barões da Faria Lima” os participantes do mercado financeiro que revisaram para cima as estimativas de Selic. Edegar Pretto, coordenador da campanha Lula no Rio Grande do Sul, publicou que o Banco Central mostra que está mais preocupado com os interesses do sistema financeiro do que com o desenvolvimento do Brasil. “Enquanto o mundo enxerga oportunidades no nosso país, quem define os juros insiste em frear nossa economia”, disse no X. Deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
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