O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, evitou comentar medidas de ajuste fiscal em preparação pelo governo, na entrevista em que divulga o resultado primário do governo central de setembro. Disse que medidas de ajuste fiscal devem ser divulgadas pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, ou pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele citou uma medida já mencionada por Durigan e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, que é a perseguição do centro das metas fiscais. Atualmente, o governo mira o limite inferior da banda de tolerância. Questionado, ele não comentou se haverá medidas pelo lado das receitas. Como mostrou o Valor, existem estudos para, por exemplo, cobrar IOF sobre títulos hoje isentos do IR. Precatórios Leal afirmou que em setembro houve um cancelamento de cerca de R$ 13 bilhões em precatórios, o que, segundo ele, proporcionou uma entrada importante de receita no mês. Governo central tem superávit primário de R$ 4,839 bilhões em setembro Subvenção aos combustíveis paga até outubro soma R$ 18,6 bi, diz Tesouro Em setembro, a receita líquida do governo central registrou alta real de 13,6% (contra igual mês de um ano antes), somando R$ 204,947 bilhões, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional. Enquanto isso, as despesas totais subiram 2,4% em termos reais, em igual comparação, alcançando R$ 200,108 bilhões. Já no acumulado deste ano, a receita líquida alcançou R$ 1,901 trilhão (alta real de 6,5%), enquanto as despesas totais somaram R$ 1,991 trilhão (alta real de 5,4%). Secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal Gabriel Reis/Valor
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