O presidente brasileiro Lula fez uma piada envolvendo Trump durante um anúncio sobre aquisição de equipamentos odontológicos, em um contexto de risco de um novo 'tarifaço' global. Essa manifestação, mesmo que informal, contribui para a elevação da incerteza geopolítica e das expectativas sobre futuras políticas comerciais protecionistas. Um eventual aumento de tarifas poderia desorganizar cadeias de suprimentos globais, elevar custos de importação e reduzir o volume de exportações de países emergentes como o Brasil. Ativos de empresas exportadoras como VALE3, JBSS3 e EMBR3 seriam diretamente impactados, enquanto o BRL tende a se depreciar frente ao USD. Para o investidor brasileiro, o cenário de guerra comercial pode gerar pressão inflacionária via produtos importados e impactar o poder de compra, afetando o setor de varejo como LREN3. Historicamente, a guerra comercial EUA-China de 2018-2019 demonstrou como tarifas podem desacelerar o crescimento global e aumentar a volatilidade dos mercados acionários e cambiais. O próximo gatilho a ser monitorado são as declarações mais formais e propostas de política comercial que possam surgir, especialmente em anos eleitorais. No médio prazo, o cenário tende a ser de maior volatilidade e seletividade nos investimentos, com empresas resilientes a choques comerciais se destacando.
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