Refinarias da Índia estão operando entre 105% e 108% de sua capacidade nos últimos seis meses, impulsionadas pelo aumento da demanda por diesel e pela escassez nos mercados globais de combustíveis. Este mecanismo reflete a pressão sobre a oferta global de produtos refinados, especialmente o diesel, devido à interrupção e ao redirecionamento de fluxos causados pela crise no Oriente Médio. Historicamente, durante a invasão do Iraque em 2003, os preços do petróleo bruto subiram mais de 30% em poucos meses, e as refinarias globais operaram com alta utilização para atender à demanda por produtos refinados. O próximo gatilho a monitorar é a evolução da crise no Oriente Médio e os dados de importação e consumo de energia da Índia, a serem divulgados em relatórios mensais. No médio prazo, espera-se que a Índia continue sendo um motor de demanda, mantendo os mercados de produtos refinados apertados, com o setor de refino global buscando otimizar a capacidade existente.
Nas próximas 4-8 semanas, espera-se que os preços do diesel e produtos refinados permaneçam elevados, sustentando as margens das refinarias asiáticas e globais. O principal gatilho de curto prazo é a evolução geopolítica na região e o impacto em rotas de transporte de petróleo.
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