BB Investimentos vê potencial de alta para construtoras

A análise, assinada por Felipe Mesquita, mantém recomendação de compra para sete construtoras e incorporadoras. A MRV (MRVE3) foi destacada com o maior potencial de alta, de 119%, com um preço-alvo de R$ 12,00 frente a uma cotação de referência de R$ 5,47 em 30 de setembro. A Direcional (DIRR3) aparece na sequência com um potencial de 98% e preço-alvo de R$ 20,00. Cury (CURY3), Tenda (TEND3) e Cyrela (CYRE3) também foram mencionadas com perspectivas de valorização acima de 40%. A JHSF (JHSF3), no entanto, não apresentou potencial positivo, com preço-alvo de R$ 10,00 abaixo da cotação de R$ 11,66 no mesmo período. O relatório contextualiza as recomendações com dados macroeconômicos desfavoráveis: o Índice de Confiança da Construção (ICST) da FGV recuou para 90,4 pontos em setembro de 2026, o menor patamar do ano, e as expectativas de atividade da CNI caíram para 47 pontos em agosto, indicando retração. Adicionalmente, o custo da mão de obra na construção subiu 7,63% em 12 meses, superando a inflação ao consumidor. No mercado de financiamento, a taxa média para pessoas físicas permaneceu em 11,3% ao ano em agosto, e o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) registrou resgates líquidos de R$ 6,2 bilhões. Para a MRV, o BB Investimentos ressaltou o avanço do plano de desinvestimento internacional (Resia) e a venda de ativos da subsidiária Luggo como fatores que contribuem para a geração de caixa e redução da alavancagem.

Análise

A decisão do Copom sobre a Selic em 4 de novembro de 2026 será crucial para as taxas de financiamento imobiliário e o custo de capital das construtoras. O próximo balanço da MRVE3, previsto para 11 de novembro de 2026, e os resultados das operações de desinvestimento da Resia e venda da Luggo, detalharão a geração de caixa e a redução da alavancagem da empresa, conforme apontado pelo BB Investimentos.

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