O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, respondeu duramente a seu homólogo jordaniano, Ayman Safadi, que havia criticado os ataques retaliatórios iranianos na região, alegando que o Irã atacou a Jordânia e outros países duas horas após o início da guerra no Irã. Este atrito diplomático entre duas nações-chave do Oriente Médio eleva a incerteza geopolítica, impactando diretamente o prêmio de risco sobre o petróleo e as rotas de navegação. Consequentemente, ativos ligados à energia, como XOM, CVX e PETR4, tendem a se valorizar, enquanto companhias aéreas como UAL e AZUL4, e empresas de logística como ZIM, enfrentam pressão de custos. Para o investidor brasileiro, a escalada pode depreciar o BRL frente ao USD e impulsionar a inflação interna via preços de energia. Um paralelo histórico relevante é a Crise do Golfo de 1990-1991, que levou a um aumento de 150% nos preços do petróleo em poucas semanas. O próximo gatilho a monitorar são novas declarações ou ações militares que possam indicar uma escalada ou desescalada. No médio prazo, a volatilidade deve persistir, mantendo um prêmio de risco sobre o petróleo e favorecendo o setor de defesa.
Nas próximas 2-4 semanas, a retórica diplomática tensa manterá um prêmio de risco no petróleo, com o Brent oscilando entre US$95 e US$100. Se houver mais confrontos diretos ou ameaças às rotas de navegação, o Brent pode testar US$105-108, impulsionando ações de energia e defesa. Qualquer sinal de desescalada, no entanto, pode levar a um recuo para a faixa de US$90-92.
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