A recente eleição russa viu 49 veteranos da guerra na Ucrânia eleitos para a Duma, a câmara baixa do Parlamento, um resultado que consolida o poder de Vladimir Putin e do partido Rússia Unida. A vitória eleitoral, com a inclusão de militares, sinaliza um endosso popular e institucional à "operação militar especial", indicando a intenção de manter o conflito, o que sustenta o prêmio de risco geopolítico. Para o investidor brasileiro, a persistência da guerra implica em dólar mais forte contra o real (USDBRL) e potencial pressão inflacionária via commodities, impactando o custo de vida e a política monetária do Banco Central. Governos ocidentais e instituições como a OTAN provavelmente manterão ou intensificarão as sanções e o apoio à Ucrânia, antecipando um conflito prolongado. Similarmente, a anexação da Crimeia em 2014 resultou em sanções e uma deterioração das relações Leste-Oeste, elevando o prêmio de risco geopolítico por anos, embora sem a escala do conflito atual. Acompanhar declarações de líderes russos e ocidentais sobre o conflito, bem como o fluxo de notícias sobre a frente de batalha, será crucial para avaliar a escalada ou desescalada. No médio prazo, a solidificação do controle interno de Putin sugere que a Rússia não cederá facilmente, mantendo o cenário de alta volatilidade e custos elevados de energia e defesa.
Nas próximas 4-8 semanas, a expectativa é de continuidade do cenário de risco geopolítico, com os….
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