Juros da casa própria sobem e afetam compradores na planta

Em menos de uma semana, três dos quatro maiores financiadores do país encareceram o crédito imobiliário. O Bradesco elevou a taxa mínima de 11,69% para 15% ao ano, além da Taxa Referencial (TR). O Itaú passou a cobrar 12,95% ao ano e o Santander 12,49% ao ano. Os bancos afirmaram que as novas taxas se aplicam apenas a operações novas: no Bradesco, a tabela vale para cotações feitas a partir de terça‑feira, 27 de novembro; no Itaú, para contratos firmados a partir de quinta‑feira, 29 de novembro; e no Santander, o reajuste vale somente para novas propostas. O movimento acompanha a alta dos juros futuros, que encarece o custo de captação dos bancos, segundo Enrico Cozzolino, CEO e estrategista da Zermatt Partners. Na compra na planta, o comprador costuma pagar a entrada e as parcelas à incorporadora durante a obra, financiando o saldo apenas na entrega das chaves. Até lá, não há contrato de financiamento nem taxa garantida, o que expõe os compradores a possíveis aumentos de juros. Especialistas como Murilo Arjona e Leonardo Baldez Augusto alertam que juros mais altos podem reduzir o crédito concedido ou exigir entrada maior, aumentando o risco de inadimplência para quem receberá as chaves em 2027.

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