O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Lavrov, declarou que as discussões com enviados dos EUA sobre a Ucrânia estão alinhadas com a posição anteriormente expressa por Trump. Essa postura russa inclui a exclusão da Ucrânia da OTAN e o reconhecimento das atuais 'realidades no terreno', referindo-se implicitamente a anexações territoriais. Este posicionamento russo adiciona um componente de incerteza política às já tensas relações geopolíticas, afetando o fluxo de capitais e o prêmio de risco. Ativos como petróleo, ouro e ações de empresas de defesa podem apresentar volatilidade ou demanda sustentada, enquanto mercados emergentes como o Brasil podem sentir pressão sobre o BRL e o Ibovespa devido ao aumento da aversão a risco global. Um paralelo histórico pode ser visto nas negociações de Minsk de 2014-2015, que não resultaram em paz duradoura e mantiveram a tensão regional por anos. O próximo gatilho será qualquer sinal de avanço ou impasse nas negociações, sem data definida, mantendo um horizonte de médio prazo marcado pela cautela.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado deve permanecer cauteloso, com o Brent provavelmente testando a resistência de $100-102. Ações de defesa como RHM.DE e LMT podem continuar a subir, impulsionadas pela percepção de risco. O principal gatilho de curto prazo será qualquer nova declaração dos EUA ou da Rússia sobre o status das negociações, ou qualquer movimentação militar que altere o status quo. No médio prazo, a instabilidade geopolítica deve persistir, mantendo o suporte para commodities estratégicas e ativos de refúgio, enquanto ativos de risco permanecerão sob pressão.
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