Greg Daco, economista-chefe da EY-Parthenon, advertiu que o mercado pode estar com expectativas errôneas sobre a trajetória da política de juros do Federal Reserve para 2026. A preocupação de Daco vem na esteira da reunião do Fed de 17 de junho, onde nove de dezenove formuladores de política monetária projetaram pelo menos um aumento de juros até o final do ano. Essa perspectiva sugere um cenário de juros "mais altos por mais tempo" do que o preço atual de Wall Street, elevando o custo de capital e pressionando múltiplos de valuation. Ativos de crescimento e tecnologia nos EUA, como NVDA e MSFT, podem sofrer desvalorização, enquanto REITs como SPG e PLD enfrentarão maiores custos de dívida. Para o Brasil, a manutenção de juros altos nos EUA tende a fortalecer o dólar, impactando o USDBRL e as empresas domésticas como MGLU3. Um paralelo histórico é 2018, quando o Fed elevou as taxas quatro vezes, resultando em uma correção de quase 20% no S&P 500 no último trimestre. Os próximos dados de inflação e emprego serão cruciais para validar as projeções do Fed, delineando o horizonte para uma reavaliação global dos ativos de risco.
Nas próximas 4-8 semanas, o mercado monitorará atentamente os dados de inflação (CPI, PCE) e empregos (payroll) para qualquer sinal de mudança na postura do Fed. Se os dados confirmarem a necessidade de juros mais altos, o SPY ($728.99 hoje) pode testar níveis de suporte em $700-710, enquanto o USDBRL ($5.1690 hoje) pode se aproximar de R$5.25-5.30. Um gatilho de aceleração seria uma declaração mais explícita do Fed sobre a necessidade de mais hikes em suas próximas atas.
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