A Companhia Ferroviária e de Logística do Piauí (CFLP) disse nesta quinta-feira (22) que uma eventual paralisação das obras do metrô de Teresina, no Piauí, vai provocar aumento dos custos e comprometer os serviços à população. O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou irregularidades graves em 15 das 24 obras que recebem recursos federais e foram fiscalizadas no Plano Anual de Fiscalização em Obras Públicas (Fiscobras). A obra do metrô de Teresina (PI) foi considerada a mais problemática pela Corte de Contas, com possibilidade de paralisação caso seja analisada pelo plenário. A CFLP disse que apresentou ao TCU, em 13 de outubro de 2026, manifestação preliminar dentro do prazo regulamentar, com as correções, justificativas e esclarecimentos técnicos pertinentes. Afirmou que respeita a competência do Tribunal e entende que as medidas corretivas já adotadas devem ser consideradas na análise por contribuírem para afastar os pressupostos que justificariam eventual paralisação. “A interrupção da obra poderá gerar custos adicionais com guarda, preservação, desmobilização e retomada dos serviços, além de comprometer o cronograma e os benefícios esperados para a população”, disse. De acordo com a nota, a fase 2 do metrô é um empreendimento estratégico para a mobilidade urbana da Grande Teresina, região com cerca de 1,2 milhão de habitantes. A obra amplia o sistema ferroviário e poderá elevar a demanda de aproximadamente 8 mil para até 48 mil passageiros por dia, segundo a nota. A CFLP disse que seguirá colaborando com o TCU e pede que os esclarecimentos apresentados sejam considerados na deliberação. O ministro Jhonatan de Jesus foi o relator do Fiscobras, um documento que completou 30 anos. O relatório é feito anualmente para informar ao Congresso Nacional quais são as obras financiadas com recursos federais que têm indícios de irregularidades graves. O Legislativo considera o documento para elaborar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa). A Corte de Contas analisou 24 obras, deixando de fora a usina termonuclear de Angra 3. Os empreendimentos abrangem um volume de recursos de R$ 6,1 bilhões, e R$ 4,4 bilhões em dotação orçamentária em 2026. São 11 obras no Nordeste, seis no Sudeste, três no Norte, duas no Sul e duas no Centro-Oeste. O relatório do TCU informou que os empreendimentos envolvem rodovias, ferrovias, saneamento, energia nuclear, portos, barragem, edificações, metrô e aeroportos. Metrô de Teresina, no Piauí Secom/Governo do Piauí
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