Taxas dos DIs de longo prazo sobem sob influência do noticiário político e Treasuries

SÃO PAULO, 28 Out (Reuters) – Após ⁠um início de sessão relativamente calmo, as taxas dos ⁠DIs de longo prazo ganharam força no fim da manhã desta quarta-feira e ‌se firmaram em alta, na esteira da aceleração dos rendimentos dos Treasuries no exterior e do noticiário político brasileiro. Profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que a reeleição do presidente ‌Luiz Inácio Lula da Silva e seus desdobramentos, incluindo a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os EUA, mantiveram o mercado sensível e sujeito à volatilidade. Leia também Ibovespa tem baixa forte, com fiscal no radar e decisão do Fed; dólar cai a R$ 5,34 Índices nos EUA fecham em alta, após decisão do Fed Petróleo sobe com combates no Iêmen e ataque a refinaria na Arábia Saudita Esse aumento nos preços levou o Brent de volta à zona de sobrecompra pela quarta vez em ⁠cinco ‌dias No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,385%, praticamente estável ante o ajuste de 14,381% da véspera. Já a taxa do DI para janeiro de 2035 estava ⁠em ‌15,12%, com alta de 21 pontos-base ante 14,907%. Na segunda-feira as taxas dispararam mais de ⁠250 pontos-base em alguns vencimentos, com os agentes reagindo negativamente à vitória de Lula sobre Flávio, o favorito da Faria Lima, na disputa eleitoral. Por trás do movimento está o receio de que, com Lula no Planalto, haja mais dificuldades para o equilíbrio das contas públicas. Na terça-feira houve certo ajuste de baixa, com as ​taxas cedendo aproximadamente entre 30 e 40 pontos-base ao longo da curva. Nesta quarta-feira as taxas alternaram altas e baixas mais cedo, mas no fim da manhã ganharam ​um impulso do avanço dos Treasuries antes da decisão sobre juros do Federal Reserve. Operador ouvido pela Reuters afirmou que o mercado também pressionava para que o Tesouro Nacional promovesse nova operação de recompra de títulos, assim como ocorreu na segunda e na terça-feira, para segurar as taxas. No entanto, o Tesouro ficou fora dos negócios. Ao mesmo ‌tempo, as atenções seguiram voltadas para a fuga de Flávio ​para os EUA. O avião que transportava o senador e sua família chegou pela manhã em Miami. Investigado em inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio descumpriu a ordem para entregar seus passaportes e saiu do país ⁠dois dias depois de perder ​a eleição para Lula. Profissionais ​ouvidos pela Reuters ao longo do dia citaram a preocupação de que a fuga de Flávio possa aprofundar os ⁠atritos entre Brasil e EUA, impactando a economia ​brasileira — incluindo o câmbio e as taxas de juros. À tarde, o Federal Reserve anunciou a manutenção de sua taxa de juros na faixa de 3,75% a 4,00%, como era largamente esperado, com ​o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) dizendo que aguardará a coleta de mais informações para decidir o rumo da política monetária dos EUA. Os rendimentos dos ​Treasuries demonstraram volatilidade após ⁠a decisão do Fed e durante a entrevista coletiva do chair da instituição, Kevin Warsh, enquanto no Brasil as ⁠taxas dos DIs se mantiveram em alta. Após a máxima de 15,310% (+40 pontos-base) às 11h41, em meio ao noticiário sobre a fuga de Flávio, a taxa do DI para janeiro de 2035 fechou a sessão regular em 15,12%, já após a decisão do Fed. No exterior, às 16h35 o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– subia 5 pontos-base, a ​5,04%. The post Taxas dos DIs de longo prazo sobem sob influência do noticiário político e Treasuries appeared first on InfoMoney.

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