Com a proximidade da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta semana, parlamentares governistas do Partido dos Trabalhadores (PT) intensificaram as críticas ao Banco Central e ao mercado financeiro pela manutenção da taxa básica de juros em 13,75% ao ano. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou em rede social que o mercado está "fazendo política e sabotando a nossa economia" e cobrou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. A deputada Gleisi Hoffmann (PR) e o deputado Zeca Dirceu (PT-PR) também manifestaram descontentamento, com Dirceu afirmando que "os bilionários irão pagar a conta". Essa ofensiva está alinhada com declarações anteriores do ex-ministro Rui Costa sobre "especulação" no setor financeiro. No fim de semana, um artigo do economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, ganhou destaque ao propor a redução gradual da Selic para aproximadamente 7,5% em 12 meses e a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional (CFMN) para definir metas fiscais e monetárias de longo prazo. No entanto, o Ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou no domingo, 1º, que o governo Lula esteja avaliando propostas como tabelamento de juros ou uso de reservas cambiais, e o presidente do PT nacional, Edinho Silva, reforçou que apenas Durigan fala pela área econômica do governo.
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