O dólar à vista encerrou o último pregão da semana em alta, a R$ 5,1308, com valorização de 0,52%, após a divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos surpreenderem positivamente. O forte mercado de trabalho americano reforça a expectativa de que o Federal Reserve manterá uma postura mais restritiva em relação à política monetária, podendo até elevar as taxas de juros, o que aumenta a atratividade dos ativos denominados em dólar. Este cenário pressiona o real brasileiro, impactando empresas importadoras e gerando custos mais altos para a dívida externa, enquanto bancos como ITUB4 podem se beneficiar de spreads maiores. Historicamente, em 2023, dados robustos de emprego também levaram a revisões nas expectativas de juros do Fed, resultando em fortalecimento do dólar e volatilidade nos mercados emergentes. Os próximos gatilhos a serem monitorados são a decisão do FOMC em 16 de setembro de 2026 e o relatório de emprego (NFP) em 02 de outubro de 2026. No médio prazo, o USD/BRL pode testar novos patamares de resistência se o Fed mantiver o tom hawkish.
O USD/BRL deve permanecer pressionado acima de R$5,10 nas próximas semanas, influenciado pela decisão do FOMC em 16 de setembro de 2026 e o relatório de emprego (NFP) em 02 de outubro de 2026. Um tom mais hawkish do Fed ou dados macroeconômicos robustos podem levar o par a testar R$5,20-5,25. Se o dólar global (DXY, 99.14 hoje) romper a resistência de 100.00, o real poderá desvalorizar ainda mais, enquanto um recuo do DXY abaixo de 98.50 indicaria alívio para o câmbio brasileiro.
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