Apesar das promessas de Donald Trump de abertura total na sexta-feira e dos avanços diplomáticos com o Irã, a atividade no Estreito de Ormuz segue abaixo do normal, com apenas cinco travessias comerciais de baixo risco registradas. Este cenário mantém a incerteza sobre o fluxo de petróleo, afetando aproximadamente 20% da oferta global. O mecanismo econômico atua via um prêmio de risco geopolítico no preço do petróleo, elevando custos para setores como aviação e logística. Ativos como BNO, XOM e PETR4 tendem a se valorizar, enquanto ZIM, UAL e AZUL4 enfrentam pressões. Para o investidor brasileiro, o impacto se manifesta no câmbio (BRL) e nos preços da PETR4, além de custos para GOLL4 e AZUL4. Historicamente, tensões no Golfo Pérsico já elevaram o preço do petróleo em mais de 30% em 1987. O próximo gatilho será a formalização de um acordo ou a escalada das restrições. A visão de médio prazo aponta para volatilidade persistente até a normalização completa.
Nas próximas 2-4 semanas, o Brent ($79 hoje) deve testar a resistência de $85-90, impulsionado pela persistente incerteza em Ormuz. O principal gatilho para uma reversão seria a retomada completa e verificável das travessias comerciais ou um comunicado oficial conjunto de EUA e Irã sobre a normalização. Caso contrário, a pressão altista sobre o petróleo continuará.
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