Apenas uma mineradora de Bitcoin, Canaan (CAN), superou a performance da criptomoeda durante o atual rally, segundo dados de empresas monitoradas por The Block. O mecanismo econômico por trás dessa divergência reside nos altos custos operacionais e na crescente dificuldade da rede que pressionam as margens das mineradoras, enquanto exchanges e stablecoins se beneficiam do aumento de volume e demanda por liquidez. Para o investidor brasileiro, o impacto é indireto via o mercado global de criptomoedas, afetando ETFs como HASH11, que possui exposição a empresas do setor. Paralelos históricos, como o rally de 2021, mostraram que a performance de mineradoras pode divergir da valorização do Bitcoin, com empresas de infraestrutura e serviços financeiros do ecossistema cripto frequentemente superando. O próximo halving do Bitcoin, previsto para o segundo trimestre de 2027, será um gatilho fundamental a monitorar para o setor de mineração. No médio prazo, espera-se que empresas com maior eficiência operacional e modelos de receita diversificados mantenham a vantagem.
Nas próximas 4-8 semanas, a performance dos mineradores (com exceção de CAN) provavelmente continuará a ficar atrás do Bitcoin se a tendência atual de custos e dificuldade persistir. O próximo halving do Bitcoin, previsto para Q2 2027, será um gatilho crítico para reavaliar a eficiência e o modelo de negócios das mineradoras, enquanto exchanges e stablecoins devem manter o momentum com o aumento do volume de mercado.
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