O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou uma queda de 0,51% em agosto de 2026, sucedendo um recuo de 1,13% em julho, e acumulando alta de 2% nos últimos 12 meses. Essa retração é impulsionada principalmente pela queda dos preços de energia, notadamente derivados de petróleo no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), aliviando pressões de custo na cadeia produtiva brasileira. Esse cenário favorável à desinflação tende a beneficiar ativos sensíveis a juros, como ações de varejo (MGLU3, LREN3), construtoras (CYRE3, MRVE3) e fundos imobiliários (HGLG11, MXRF11), enquanto pode pressionar empresas de energia expostas a preços de commodities (PETR4). Para o investidor brasileiro, a desinflação do IGP-10 reforça a expectativa de manutenção ou aceleração do ciclo de corte da Selic, valorizando o Real (USDBRL) e impulsionando o Ibovespa (BOVA11) no médio prazo. Bancos centrais, como o Banco Central do Brasil, monitoram índices de inflação ao produtor para calibrar a política monetária, buscando sinalizar estabilidade. Em 2017, quedas consecutivas do IGP-M, impulsionadas pela deflação de alimentos e energia, levaram o Copom a um ciclo agressivo de cortes de juros, que culminou na Selic a 6,5% até 2018. O próximo gatilho será o IPCA de agosto, que confirmará se a desinflação de custos se traduz em menores preços ao consumidor, e a decisão do Copom sobre a Selic. A visão de médio prazo aponta para um ambiente mais benigno para a atividade econômica e para o consumo, com inflação sob controle permitindo juros mais baixos e maior estímulo.
Nas próximas 4-6 semanas, se o IPCA de agosto confirmar a desinflação e o petróleo Brent ($89.31) se mantiver estável ou em queda, o Banco Central do Brasil poderá sinalizar cortes mais agressivos na reunião do Copom de setembro.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real