A pesquisa Reuters/Ipsos revelou que a aprovação de Donald Trump avançou 1% para 36%, mas a desaprovação alcançou 62%, mantendo sua popularidade próxima da mínima histórica em seu mandato. Essa baixa aprovação sinaliza instabilidade política e incerteza regulatória futura, impactando a confiança dos investidores e o fluxo de capital para setores sensíveis a políticas governamentais. Consequentemente, isso pode gerar cautela em ativos de infraestrutura ou setores regulados, como grandes empresas de tecnologia, enquanto ativos defensivos podem ser favorecidos. Para o investidor brasileiro, a instabilidade política nos EUA pode levar a um fortalecimento do dólar, pressionando o BRL e o IBOV, embora exportadoras de commodities como VALE3 possam se beneficiar de um dólar mais forte. O Smart Money tende a precificar essa incerteza, buscando hedges e rotacionando para ativos de menor risco, como títulos do Tesouro americano e ouro. Um paralelo histórico é a baixa aprovação de George H.W. Bush em 1992, que precedeu um período de aversão ao risco com retornos modestos no S&P 500 de +4.5%. Os próximos debates presidenciais e pesquisas de opinião serão cruciais para monitorar o sentimento eleitoral, com a convenção partidária em agosto como marco importante. No médio prazo, a persistência de baixa aprovação pode intensificar a busca por ativos de refúgio e pressionar setores de crescimento até as eleições.
Nos próximos 1-2 meses, o mercado deve permanecer cauteloso, com a performance dos ativos de risco dos EUA (SPY, QQQ) dependendo da evolução das pesquisas de aprovação e do cenário eleitoral. Gatilhos importantes serão os próximos debates presidenciais e a convenção partidária em agosto, que podem definir a trajetória de curto prazo.
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