Lula defende responsabilidade fiscal para atrair capital estrangeiro ao Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (5), a necessidade de responsabilidades fiscal e jurídica para atrair investimentos estrangeiros ao Brasil. A afirmação foi feita no Palácio do Planalto, durante a primeira reunião do Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce), em um contexto de crescente preocupação do mercado com a política fiscal do país. Horas antes, o presidente se reuniu no Palácio da Alvorada com o vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros (como Dario Durigan, da Fazenda, e Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento), ex-ministros (Fernando Haddad e Guido Mantega), o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e economistas como Laura Carvalho, professora da Universidade de São Paulo (USP), e Eduardo Moreira, fundador do portal de notícias ICL. Segundo Durigan, a reunião não discutiu medidas específicas, mas houve convergência sobre os diagnósticos econômicos. A dívida bruta do governo geral (DBGG) atingiu 82,9% do PIB nos últimos meses, um aumento de mais de dez pontos percentuais desde o início do terceiro mandato de Lula, com projeções de alta contínua. O déficit primário do governo central acumulado em 12 meses está em R$ 49,5 bilhões, equivalente a 0,38% do Produto Interno Bruto (PIB). As propostas para o ajuste fiscal deverão ser apresentadas ao presidente após seu retorno de uma viagem à Turquia e às Filipinas, na próxima semana.

Análise

Essas propostas deverão ser apresentadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva após seu retorno da viagem à Turquia e às Filipinas, na próxima semana. A capacidade de encontrar um caminho intermediário que melhore as contas públicas sem comprometer políticas sociais será crucial para a aceitação e implementação das medidas.

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