O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, se tornou um "assessor jurídico" da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), em meio à possibilidade de retirada do ar o canal “Exército do Lula” nesta sexta-feira (23). Segundo ele, não se pode aceitar a "parcialidade" do magistrado, que atua de maneira que "favorece claramente um candidato". "Kassio Nunes se tornou, na prática, um assessor jurídico da campanha de Flávio Bolsonaro. Não há justificativa jurídica ou eleitoral que sustente, de forma legítima, a retirada do Canal Exército do Lula do ar. O mundo jurídico precisa se levantar, do TSE ao STF, passando pela OAB e por juristas democráticos, em defesa da legalidade, da isonomia e da liberdade de expressão", escreveu Guimarães nas redes sociais nesta tarde. "Não podemos aceitar a parcialidade de quem preside uma instituição respeitada no Brasil, atuando de maneira que favoreça claramente um candidato", complementou. Na mensagem, Guimarães cita uma interferência no processo eleitoral, classificando-a como "inaceitável", e alega que representa um risco à confiança nas instituições. "A democracia não pode ser corroída justamente por aqueles que têm o dever de protegê-la. O silêncio diante disso não é uma opção", finalizou o ministro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concorre à reeleição nesse domingo (25) contra Flávio. Na quinta-feira (22), o presidente do TSE determinou que a Meta, responsável pelo WhatsApp, Instagram e Facebook, apresente até hoje um relatório detalhado sobre o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. A interlocutores, o ministro tem dito que não descarta a possibilidade de suspender o canal. O pedido foi feito após a campanha de Flávio apontar suspeitas de que o canal, administrado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), esteja sendo usado para coordenar ações políticas em outras redes sociais.
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