UE exige sanções à Rússia para adesão da Sérvia

Em entrevista à TVP World, a comissária de Ampliação da UE, Marta Kos, declarou que a Sérvia só poderá avançar na sua candidatura à adesão ao bloco se alinhar à política externa europeia, inclusive impondo sanções contra a Rússia. A afirmação foi feita poucos dias depois das eleições parlamentares antecipadas, nas quais o movimento de oposição Student List obteve 52,5% dos votos, derrotando o ex‑presidente Aleksandar Vučić. Vučić, ao reconhecer a derrota, advertiu sobre uma possível intensificação da pressão da UE para que Belgrado adote restrições econômicas contra Moscou, apesar dos fortes laços comerciais e culturais que o país mantém com a Rússia. Kos ressaltou que ainda não houve contato oficial com o novo governo sérvio e que, antes de avançar, será necessário que a nova administração esteja empossada. Representantes do Student List, como o professor Jovo Bakic, defenderam que a Sérvia respeita a Rússia como grande potência e parceiro histórico, embora reconheçam que sanções teriam impacto simbólico negativo para Belgrado. O candidato líder do Student List, Ilija Srdanovic, sugeriu que a política externa deve ser decidida pelos cidadãos sérvios, sem descartar futuras reconsiderações. O porta‑voz do Kremlin, Dmitry Peskov, expressou esperança de manter relações mutuamente benéficas com a Sérvia, enquanto a embaixadora russa Maria Zakharova criticou a estratégia da UE, alegando que forçar a Sérvia a sancionar a Rússia seria prejudicial ao país sérvio em termos de energia e comércio.

Análise

A definição do desfecho dependerá da decisão do novo governo sérvio sobre a imposição de sanções à Rússia, que será anunciada após a tomada de posse e as primeiras negociações formais com a Comissão Europeia, previstas para o final de novembro de 2026.

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