Raízen, controlada por Cosan e Shell, recebeu aprovação em 30 de outubro de seu plano de recuperação extrajudicial. O plano contempla aumento de capital que pode variar de R$ 3,5 bilhões a R$ 39,8 bilhões, segundo a Reuters. A Shell aportará R$ 3,5 bilhões e o empresário Rubens Ometto deverá investir cerca de R$ 500 milhões por meio do fundo Aguassanta. A Cosan, que também integra os negócios de Ometto, não participará da capitalização e terá sua fatia na Raízen diluída. O conselho de administração tem reunião prevista para 6 de novembro para deliberar sobre a aprovação do aumento de capital. Com apoio de 81,6% dos credores e homologado em 30 de julho, o plano contempla reestruturação de R$ 61,4 bilhões em dívidas, com 45% dos créditos convertidos em participação acionária a R$ 0,25 por ação e 55% emitidos em novos títulos de dívida. A reorganização prevê programa de desinvestimentos e divisão das atividades de combustíveis e de produção de etanol e cana-de-açúcar, resultando em duas companhias abertas independentes e listadas: Raízen Energia e Raízen S.A.
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